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	<title>Álvaro Santos &#187; Opinião</title>
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	<description>Um território de liberdade partilhado no ciberespaço</description>
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		<title>VALEU A PENA</title>
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		<pubDate>Tue, 26 May 2009 11:54:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Álvaro Santos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>

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		<description><![CDATA[
Chegou ao fim a nobre missão de dirigir o semanário PRAÇA PÚBLICA. 
Os últimos três anos &#8211; durante os quais desempenhei as funções de director &#8211; foram muito enriquecedores ao nível pessoal, mas também muito compensadores na perspectiva do contributo que este semanário deu à comunidade. 
A promoção e valorização cultural, social, económica e ambiental [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="2"><a href="javascript:popup('viewimage.php?imagem=imagem/090525064849.jpg');"><img src="/blog/getimage.php?file=imagem/090525064849.jpg&#038;x=420&#038;y=121" align="top" border="0" /></a></font></p>
<p><font size="2">Chegou ao fim a nobre missão de dirigir o semanário PRAÇA PÚBLICA. </font></p>
<p><font size="2">Os últimos três anos &#8211; durante os quais desempenhei as funções de director &#8211; foram muito enriquecedores ao nível pessoal, mas também muito compensadores na perspectiva do contributo que este semanário deu à comunidade. </font></p>
<p><font size="2">A promoção e valorização cultural, social, económica e ambiental do concelho de Ovar sempre foi (e é) o objectivo central deste projecto editorial. </font></p>
<p><font size="2">Em jeito de balanço, quero aqui reiterar a missão do PRAÇA PÚBLICA: ser um meio de informação de referência da região vareira, que junta a emoção ao rigor da informação, sempre a pensar nos seus leitores. </font></p>
<p><font size="2">Com coragem e frontalidade para abordar os assuntos da nossa terra, sem complexos e sem receios, tendo sempre presente a isenção, a independência e a verdade jornalística e com um único propósito: promover e valorizar a nossa terra, o nosso concelho e as suas oitos freguesias. </font></p>
<p><font size="2">Os objectivos foram conseguidos. Ao fim de quase uma década de existência, posso afirmar com segurança que VALEU A PENA. </font></p>
<p><font size="2">Do ponto de vista pessoal, esperam-me novos desafios. Sempre na perspectiva da minha dedicação à causa pública e do serviço à nossa comunidade. </font></p>
<p><font size="2">Relativamente ao projecto editorial, o PRAÇA PÚBLICA alcançou definitivamente um espaço próprio. Um espaço de referência no panorama jornalístico do concelho de Ovar. </font></p>
<p><font size="2">Neste momento de mudança e fecho de um ciclo, quero aqui deixar o meu profundo agradecimento a todos aqueles que, de uma forma ou de outra, contribuíram para fazer deste semanário aquilo que ele é hoje. Faço-o na pessoa dos directores que me antecederam: Valdemar Gomes, José Henrique Paula e Sofia Stoffel. </font></p>
<p><font size="2">O meu muito obrigado vai também para todos membros do Conselho Editorial. Eles são os guardiões da verdade, do rigor, da isenção e de uma linha editorial que sempre se caracterizou pela independência face a qualquer poder económico, social ou político. </font></p>
<p><font size="2">Os agradecimentos são extensivos a todos os magníficos profissionais, colunistas e colaboradores que serviram e servem este projecto ao longo de quase uma década e, também, muito especialmente a todos os assinantes, leitores e anunciantes. </font></p>
<p><font size="2">Concluo formulando um voto de muitas felicidades para a nova directora, Sofia Stoffel. Uma pessoa que já conhece bem a casa, pois já desempenhou o cargo anteriormente e que muito contribuiu para aquilo que o PRAÇA PÚBLICA é hoje. </font></p>
<p><font size="2">À nova directora e a todos os colaboradores, deixo aqui um voto de muitos êxitos. </font></p>
<p><font size="2">O PRAÇA PÚBLICA continua. E continua melhor do nunca. </font></p>
<p><font size="2">O sucesso do PRAÇA PÚBLICA será o sucesso da Terra que o viu nasceu: OVAR. </font></p>
<p><strong><i>[Editorial <u>PRAÇA PÚBLICA</u>, 27 de Maio de 2009]</i></strong></p>
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		<title>VIDA DEDICADA</title>
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		<pubDate>Thu, 14 May 2009 14:30:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Álvaro Santos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>

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		<description><![CDATA[A história e a prosperidade de uma terra, ou de uma região, constrói-se na base do esforço dos Homens e das Mulheres que nela vivem e à qual se dedicam. 
Ovar não foge à regra. Aqui nasceram, viveram ou trabalharam muitas pessoas que, de uma forma ou de outra, contribuíram decididamente para a construção de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="2">A história e a prosperidade de uma terra, ou de uma região, constrói-se na base do esforço dos Homens e das Mulheres que nela vivem e à qual se dedicam. </font></p>
<p><font size="2">Ovar não foge à regra. Aqui nasceram, viveram ou trabalharam muitas pessoas que, de uma forma ou de outra, contribuíram decididamente para a construção de uma memória colectiva de que as novas gerações se podem orgulhar. </font></p>
<p><font size="2">A semana que passou evidenciou um Homens que, à sua medida, concorreu com o seu legado para essa memória e que o Praça Pública noticia nesta edição. </font></p>
<p><font size="2">Refiro-me ao saudoso Prof. José Macedo Fragateiro, esse nome incontornável da vida pública vareira e que hoje é o Patrono de uma escola secundária. </font></p>
<p><font size="2">A “sua” escola secundária decidiu, e muito bem, instituir o dia 7 de Maio (data do seu nascimento) o Dia do Patrono, como forma de homenagear e perpetuar a memória do seu grande impulsionador e antigo professor. </font></p>
<p><font size="2">O Prof. José Macedo Fragateiro nasceu em 1918, em Portel. Apesar de seus pais serem naturais de Ovar, o nascimento alentejano ocorreu devido ao facto do seu pai exercer, então, naquela localidade as funções de Juiz de Direito. </font></p>
<p><font size="2">Estudou em Santarém e frequentou as Faculdades de Letras de Lisboa e Coimbra. Desde muito cedo revelou uma enorme vocação pela política e desenvolveu uma grande actividade anti-salazarista. Chegou mesmo a estar preso depois de ter participado na campanha de Norton de Matos, em 1949. </font></p>
<p><font size="2">Depois disso, veio para Ovar onde começou por trabalhar na Nestlé. Com o 25 de Abril de 1974, fundou o Partido Socialista, em Ovar, e expandiu os seus ideais e reforçou a sua área de influência. </font></p>
<p><font size="2">Foi professor da Escola Industrial de Ovar e Escola Secundária nº 1 de Ovar, hoje Escola Secundária José Macedo Fragateiro, desde 1966/67 até 1988, ano da sua aposentação, com uma curta interrupção para o exercício de dois mandatos na Assembleia da República, em 1979. </font></p>
<p><font size="2">Dirigiu a Escola Secundária nº 1 de Ovar durante 11 anos, com uma forma muito empenhada e dedicada. Tanto que foi justamente merecedor de uma grande manifestação de agradecimento e reconhecimento aquando da sua aposentação. </font></p>
<p><font size="2">Faleceu a 18 de Novembro de 1991. </font></p>
<p><font size="2">Ovar deve muito a este Homem que tanto fez pela sua Terra adoptiva. </font></p>
<p><font size="2">Um Homem que foi um exemplo de dedicação à causa pública, ao ensino e à política. </font></p>
<p><font size="2">Um exemplo que deve ser sempre recordado e ensinado às novas gerações. </font></p>
<p><strong><i>[Editorial <u>PRAÇA PÚBLICA</u>, 13 de Maio de 2009]</i></strong></p>
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		<title>CAMPEÕES RENASCIDOS</title>
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		<pubDate>Tue, 05 May 2009 09:52:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Álvaro Santos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>

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		<description><![CDATA[Culminou esta semana, e da melhor forma, uma das primeiras etapas na “nova” vida da Associação Desportiva Ovarense. 
A ADO sagrou-se campeã da III divisão da Associação Distrital de Aveiro, em futebol. 
Faltam ainda seis jornadas para o final do campeonato, mas a diferença de pontos é tal que a vitória nesta competição está assegurada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="2"><img hspace="2" src="/blog/getimage.php?file=imagem/090504143619.gif&#038;x=200&#038;y=200" align="left" vspace="2" border="0" />Culminou esta semana, e da melhor forma, uma das primeiras etapas na “nova” vida da Associação Desportiva Ovarense. </font></p>
<p><font size="2">A ADO sagrou-se campeã da III divisão da Associação Distrital de Aveiro, em futebol. </font></p>
<p><font size="2">Faltam ainda seis jornadas para o final do campeonato, mas a diferença de pontos é tal que a vitória nesta competição está assegurada com bastante antecedência. </font></p>
<p><font size="2">Em primeiro lugar, gostaria de felicitar a ADO, todos os seus atletas e adeptos por esta importante conquista. </font></p>
<p><font size="2">Em segundo lugar, gostaria de recordar a minha opinião anterior sobre esta matéria. </font></p>
<p><font size="2">No início da época, escrevi aqui neste espaço que, contra ventos e marés, os novos dirigentes da ADO estavam a tentar mobilizar toda a comunidade para um objectivo comum. </font></p>
<p><font size="2">O objectivo de restituir o orgulho das cores e dos símbolos de um clube de referência da nossa Terra, através da prática e formação desportiva de centenas de jovens, contribuindo de forma decisiva para o seu crescimento físico, social e intelectual, assim como, para engrandecer o nome da Cidade e do Concelho de Ovar. </font></p>
<p><font size="2">Igualmente, há dois anos atrás, aquando da tomada de posse dos novos dirigentes, afirmei que seria preciso muita coragem e credibilidade para atingir esse desiderato. </font></p>
<p><font size="2">Por um lado, era preciso “coragem” para liderar um clube que tinha (tem) vários problemas financeiros e uma massa associativa muito desmobilizada. Para mais, sem uma equipa profissional de futebol a competir nos escalões principais. </font></p>
<p><font size="2">Por outro lado, era preciso “credibilidade” para “arrumar a casa”, ultrapassar os problemas financeiros e mobilizar a massa associativa em torno de um novo projecto para o clube histórico da nossa cidade e do nosso concelho. Um projecto que não deveria ser desenvolvido em torno de elevadas expectativas e resultados de curto prazo. </font></p>
<p><font size="2">Seria igualmente preciso conquistar a credibilidade para restaurar a confiança da autarquia, instituições públicas, do tecido empresarial local e da comunidade em geral. </font></p>
<p><font size="2">A aposta nas camadas jovens de formação afigurava-se-me ser o caminho natural e de futuro. Sem pressas e megalomanias. Com serenidade, responsabilidade e muito trabalho. Com honestidade e transparência. </font></p>
<p><font size="2">Passado este tempo, e agora que a ADO conquistou um dos seus objectivos principais, creio que será importante reforçar a ideia de é ainda preciso um maior envolvimento da sociedade vareira no seu clube e na mobilização de vontades que ainda me parecem muito dispersas. </font></p>
<p><font size="2">Mas, porque o momento é de festa e não de muitas reflexões, o importante é dizer: PARABÉNS OVARENSE. </font></p>
<p><font size="2">E, no próximo domingo, é dia de todos rumarmos ao Estádio Marques da Silva para aplaudir os novos Campeões.</font></p>
<p><strong><i>[Editorial <u>PRAÇA PÚBLICA</u>, 6 de Maio de 2009]</i></strong></p>
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		<title>RECURSOS NATURAIS</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Apr 2009 11:33:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Álvaro Santos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>

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		<description><![CDATA[
Em meados do ano passado, entrou em vigor o novo Regime Jurídico da Conservação da Natureza (Decreto-Lei nº 142/2008). 
Este instrumento legal veio abrir novas oportunidades e desafios aos municípios, permitindo-lhes garantir uma melhor gestão ambiental do território, num quadro de valorização do património natural e de adequado usufruto do espaço e dos recursos. 
Na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="2"><a href="javascript:popup('viewimage.php?imagem=imagem/090427120539.jpg');"><img src="/blog/getimage.php?file=imagem/090427120539.jpg&#038;x=420&#038;y=314" align="top" border="0" /></a></font></p>
<p><font size="2">Em meados do ano passado, entrou em vigor o novo Regime Jurídico da Conservação da Natureza (Decreto-Lei nº 142/2008). </font></p>
<p><font size="2">Este instrumento legal veio abrir novas oportunidades e desafios aos municípios, permitindo-lhes garantir uma melhor gestão ambiental do território, num quadro de valorização do património natural e de adequado usufruto do espaço e dos recursos. </font></p>
<p><font size="2">Na verdade, com uma dimensão e complexidade crescentes nas sociedades modernas, a conservação da natureza e da biodiversidade constitui um motor de desenvolvimento local e regional, associado à identificação de caracteres próprios e distintivos que urge valorizar, através de uma actividade de gestão e aproveitamento sustentável dos recursos naturais, com o envolvimento e participação de toda a sociedade. </font></p>
<p><font size="2">Alguns municípios deste país já começaram a aproveitar a oportunidade decorrente deste novo regime jurídico. </font></p>
<p><font size="2">Ovar é um território com inúmeras potencialidades neste domínio. </font></p>
<p><font size="2">Do ponto de vista ambiental, o nosso Concelho possui uma quantidade e diversidade de recursos naturais e paisagísticos bastante significativos, ímpares na região onde se insere. </font></p>
<p><font size="2">A Ria de Aveiro, a Barrinha de Esmoriz ou a Foz do Rio Caster são apenas alguns exemplos de espaços naturais que poderão ser protegidos e valorizados numa lógica de conservação da natureza e da biodiversidade. </font></p>
<p><font size="2">A Ria de Aveiro e a Barrinha de Esmoriz possuem uma grande diversidade faunística e florística e apresentam um valor ecológico incalculável, principalmente, porque funcionam como locais de abrigo e nidificação de várias espécies. </font></p>
<p><font size="2">Considerado um habitat de importância internacional, a Ria de Aveiro é a maior, e biologicamente a mais significativa, das zonas húmidas litorais do Centro e Norte de Portugal. </font></p>
<p><font size="2">Uma notável diversidade ecológica permite-lhe mesmo figurar entre as quatro zonas húmidas mais valiosas do país, não estivessem aqui concentrados cerca de 15% dos quantitativos portugueses de aves aquáticas e migradoras. </font></p>
<p><font size="2">Por sua vez, a Barrinha de Esmoriz é uma laguna costeira que integra a Reserva Ecológica Nacional, classificada como biótopo Corine e Zona Húmida no âmbito do Inventário das Zonas Húmidas em Portugal Continental, tendo sido ainda classificada, por Resolução do Conselho de Ministros em 2000, como sítio da Lista Nacional de Sítios da Rede Natura 2000. </font></p>
<p><font size="2">Por último, a Foz do Rio Caster tem mobilizado a particular atenção dos ambientalistas e, creio, ser justamente merecedora do interesse das entidades competentes, no sentido da sua consagração como espaço protegido no âmbito deste novo diploma legal. </font></p>
<p><font size="2">Em suma, todos estes elementos fazem do Concelho de Ovar um território muito rico e diversificado do ponto de vista ambiental, assumindo contornos singulares ao nível de toda a região. </font></p>
<p><font size="2">Aqui fica mais um alerta e, simultaneamente, uma sugestão. </font></p>
<p><strong><i>[Editorial <u>PRAÇA PÚBLICA</u>, 29 de Abril de 2009]</i></strong></p>
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		<title>O &#8220;ANTÓNIO&#8221;</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Apr 2009 16:19:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Álvaro Santos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>

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		<description><![CDATA[Um destes dias encontrei na minha caixa de correio um bilhete com o seguinte conteúdo “Se tiver roupas para deitar fora, por favor, dê-me. O meu telefone é XXXXX. Assinado: António” 
Parei para pensar e questionei-me: quantos “antónios” não existirão na nossa Terra? E no nosso País? 
Os dados oficiais apontam para a existência de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="2">Um destes dias encontrei na minha caixa de correio um bilhete com o seguinte conteúdo “Se tiver roupas para deitar fora, por favor, dê-me. O meu telefone é XXXXX. Assinado: António” </font></p>
<p><font size="2">Parei para pensar e questionei-me: quantos “antónios” não existirão na nossa Terra? E no nosso País? </font></p>
<p><font size="2">Os dados oficiais apontam para a existência de dois milhões de pobres em Portugal. Ou seja, um quinto dos portugueses vive com menos de 360 euros por mês. E os mais afectados são os idosos e famílias com mais filhos. </font></p>
<p><font size="2">As estatísticas referem ainda que, sem as pensões de reforma e as transferências sociais do Estado, mais de quatro milhões de portugueses estariam em risco de pobreza. </font></p>
<p><font size="2">Tudo isto coloca Portugal na lista negra dos países com uma taxa de pobreza superior à média europeia de 16 por cento e o país da UE onde o fosso entre ricos e pobres é maior. </font></p>
<p><font size="2">A conclusão é óbvia. A classe média portuguesa tende a desaparecer. </font></p>
<p><font size="2">Por contraponto, surge uma nova classe social já denominado de “novos pobres”. </font></p>
<p><font size="2">Os “novos pobres” são pessoas que têm emprego e recebem salário, mas cujo rendimento não dá para satisfazer as necessidades da família. </font></p>
<p><font size="2">São pessoas que se não se atrasavam a pagar as despesas fixas como mensalidade da casa, água, luz, gás, electricidade ou até as creches dos filhos e que agora se atrasam sistematicamente porque o dinheiro já não chega. </font></p>
<p><font size="2">Nesta categoria incluem-se muitos casos de trabalhadores a recibos verdes, outros trabalhadores afectados pela precariedade do emprego, pessoas que contraíram créditos bancários sem capacidade para os saldar, ou ainda, jovens e realojados que não têm condições mínimas de vida. </font></p>
<p><font size="2">Os “novos pobres” são homens e mulheres que sofrem em silêncio, ainda mal refeitos do choque que representa perderem um emprego ou o esboroar de um estilo de vida que se julgava conquistado. </font></p>
<p><font size="2">Hoje somos confrontados diariamente com dramas pessoais e familiares que dificilmente poderíamos imaginar. São dramas que as estatísticas nem sempre revelam, mas que nos vão alertando para a dimensão social que a actual crise económica e financeira tem vindo a assumir </font></p>
<p><font size="2">Os estudos de organizações internacionais revelam que Portugal possui uma estrutura social muito frágil, com níveis de coesão muito baixos: desigualdades acentuadas na distribuição do rendimento, elevada taxa de risco de pobreza, baixos níveis de escolarização e um inegável deficit de oportunidades que favorecem a ascensão social dos grupos mais desfavorecidos ou mesmo socialmente excluídos. </font></p>
<p><font size="2">Os períodos de crise económica tendem a acentuar as vulnerabilidades sociais, principalmente porque aumenta o número daqueles que, tendo usufruído de uma posição de algum desafogo económico, vêem-se, de um momento para outro, caídos numa situação de desemprego, de endividamento excessivo e, porque não dizê-lo, de fome e carência alimentar. </font></p>
<p><font size="2">Com a crise social em que estamos mergulhados, eu pergunto: quantos “antónios” não haverá bem perto de cada um de nós? </font></p>
<p><font size="2">E, já agora, o que é que cada um de nós poderá fazer pelo António? </font></p>
<p><font size="2">Seguramente muito!</font> </p>
<p><strong><i>[Editorial <u>PRAÇA PÚBLICA</u>, 22 de Abril de 2009]</i></strong></p>
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		<title>POLICIAMENTO DE PROXIMIDADE</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Apr 2009 16:18:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Álvaro Santos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>

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		<description><![CDATA[Na passada semana, foi apresentado publicamente, na cidade de Ovar, o Programa Integrado de Policiamento de Proximidade (PIPP). 
O PIPP é um projecto da Polícia de Segurança Pública que, depois do êxito alcançado na sua fase experimental, estende-se agora a todo o País. 
O desenvolvimento da actividade policial tão perto quanto possível das populações, a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="2">Na passada semana, foi apresentado publicamente, na cidade de Ovar, o Programa Integrado de Policiamento de Proximidade (PIPP). </font></p>
<p><font size="2">O PIPP é um projecto da Polícia de Segurança Pública que, depois do êxito alcançado na sua fase experimental, estende-se agora a todo o País. </font></p>
<p><font size="2">O desenvolvimento da actividade policial tão perto quanto possível das populações, a visibilidade das forças de segurança e a sua efectiva capacidade para resolver os problemas concretos dos cidadãos corresponde ao que hoje se designa por Policiamento de Proximidade. </font></p>
<p><font size="2">Trata-se de uma actividade em que é fundamental a colaboração entre a comunidade e a Polícia com o objectivo de identificar e resolver os problemas da comunidade. </font></p>
<p><font size="2">Deixando a Polícia de ser a única guardiã da lei e da ordem, todos os membros da comunidade se tornam elementos activos no esforço conjunto para melhorar a segurança e a qualidade de vida dos cidadãos. </font></p>
<p><font size="2">O programa agora lançado em Ovar visa, em concreto, um reforço e ampliação da actuação policial em articulação e colaboração directa com a comunidade, no âmbito da resolução da pequena e média criminalidade, na prevenção de crimes e incivilidades, causadores de desconforto e do sentimento de menor segurança da população. </font></p>
<p><font size="2">Os agentes policias que exercem funções no âmbito do Policiamento de Proximidade estão mais próximos da população, nomeadamente, dos grupos etários mais indefesos e carenciados (crianças, jovens, idosos, habitantes de bairros problemáticos, etc.) e conhecem as fragilidades, necessidades e as potencialidades do meio. </font></p>
<p><font size="2">Este programa tem ainda uma outra vantagem muito importante. Procura articular e potenciar o trabalho e a experiência já adquirida com as equipas do Programa Escola Segura e as equipas de Apoio à Vítima. </font></p>
<p><font size="2">Deste modo, procura-se garantir a segurança e vigilância nas áreas escolares, assim como, a prevenção da delinquência juvenil e a detecção de todo o tipo de ocorrência no seio das comunidades escolares, com a prevenção da violência doméstica, o apoio às vítimas de crime, a prevenção e vigilância em áreas comerciais, a vigilância em áreas residenciais maioritariamente habitadas por cidadãos idosos ou ainda a identificação de problemas que possam interferir na situação de segurança dos cidadãos em geral. </font></p>
<p><font size="2">O envolvimento, directo e activo, das forças de segurança com toda a comunidade, desde as autarquias, até à comunidade escolar, passando pelos estabelecimentos de saúde e instituições particulares de apoio social, é um meio eficaz para atingir os propósitos louváveis deste projecto. </font></p>
<p><font size="2">A presença e visibilidade pública das equipas policiais de proximidade podem resultar, sem dúvida, numa grande mais-valia para proporcionar uma interacção positiva com as populações, procurando transmitir um sentimento de segurança e confiança. Aspectos que são muito importante nos dias que correm. </font></p>
<p><font size="2">Por tudo isto, estou certo de que é desta forma, com poucos recursos financeiros, mas com projectos integrados e devidamente ajustados à realidade, que se atingem grandes objectivos globais da segurança da população portuguesa. </font></p>
<p><strong><i>[Editorial <u>PRAÇA PÚBLICA</u>, 15 de Abril de 2009]</i></strong></p>
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		<title>EXEMPLO EMPREENDEDOR</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Apr 2009 10:50:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Álvaro Santos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>

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		<description><![CDATA[Jacinto Manuel Gomes Oliveira nasceu no dia 5 de Dezembro de 1955, em Esmoriz. 
Formou-se em Engenharia Civil e Minas no Instituto Superior de Engenharia do Porto, em Julho de 1976, e logo a seguir, entrou para os quadros técnicos da empresa Jacinto Marques de Oliveira, Sucrs., Lda., com apenas 21 anos. 
Nove anos depois, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="2">Jacinto Manuel Gomes Oliveira nasceu no dia 5 de Dezembro de 1955, em Esmoriz. </font></p>
<p><font size="2">Formou-se em Engenharia Civil e Minas no Instituto Superior de Engenharia do Porto, em Julho de 1976, e logo a seguir, entrou para os quadros técnicos da empresa Jacinto Marques de Oliveira, Sucrs., Lda., com apenas 21 anos. </font></p>
<p><font size="2">Nove anos depois, em 1985, Jacinto Oliveira assumiu a gerência da empresa, cargo que mantém até ao presente. </font></p>
<p><font size="2">Paralelamente à sua actividade profissional, Jacinto Oliveira ingressou nos Bombeiros Voluntários de Esmoriz, em 1970. Foi nomeado 2º Comandante, em 1981, e mais tarde, em 1996, Comandante da Corporação, cargo que ocupa actualmente. </font></p>
<p><font size="2">Jacinto Oliveira é hoje o rosto do sucesso de uma empresa de base familiar que teve as suas origens em 1954. </font></p>
<p><font size="2">Actualmente, a empresa dedica-se à fabricação de estruturas e montagem de viaturas de combate a incêndios, pré-fabricados metálicos, pavilhões industriais e estruturas metálicas. </font></p>
<p><font size="2">A empresa é, hoje, uma referência no seu sector de actividade e constitui uma mais-valia para toda a região. </font></p>
<p><font size="2">Na passada sexta-feira, foram inauguradas as novas instalações que vieram trazer melhorias significativas a nível organizacional e tecnológico. </font></p>
<p><font size="2">Actualmente, a empresa Jacinto Marques de Oliveira, Sucrs., Lda. emprega 80 funcionários e possui uma política social muito direccionada para a motivação pessoal e o bem-estar dos seus colaboradores. </font></p>
<p><font size="2">Nos tempos que correm, exemplos como este são raros e devem ser enaltecidos. Investir em tempo de crise só é possível quando se possui uma boa saúde financeira uma enorme confiança nas competências internas e num bom relacionamento com o mercado, mesmo internacional. </font></p>
<p><font size="2">É essa a seiva que alimenta Jacinto Oliveira. Um Homem de fibra, com uma grande capacidade de trabalho e dedicação às causas que abraça. </font></p>
<p><font size="2">Jacinto Oliveira é um empreendedor com um percurso de vida, cívico e profissional, notável. </font></p>
<p><font size="2">Numa época como aquela que atravessamos, de crise global e de mudança de paradigmas, Jacinto Oliveira é um exemplo de empreendedorismo que deve orgulhar todos os seus conterrâneos.</font> </p>
<p><strong><i>[Editorial <u>PRAÇA PÚBLICA</u>, 8 de Abril de 2009]</i></strong></p>
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		<title>CONDOMÍNIO DA TERRA</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Apr 2009 16:05:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Álvaro Santos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>

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		<description><![CDATA[
Imagine-se a sacudir um tapete na varanda do seu apartamento. Este simples gesto quotidiano pode ter efeitos negativos na sua vizinhança. Lança partículas de sujidade, polui o ar e… provoca a ira dos vizinhos dos pisos inferiores. 
Tal como um qualquer edifício de habitação colectiva, o planeta Terra também é composto por espaços comuns. Espaços [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="2"><a href="javascript:popup('viewimage.php?imagem=imagem/090401160527.jpg');"><img src="/blog/getimage.php?file=imagem/090401160527.jpg&#038;x=420&#038;y=316" align="top" border="0" /></a></font></p>
<p><font size="2">Imagine-se a sacudir um tapete na varanda do seu apartamento. Este simples gesto quotidiano pode ter efeitos negativos na sua vizinhança. Lança partículas de sujidade, polui o ar e… provoca a ira dos vizinhos dos pisos inferiores. </font></p>
<p><font size="2">Tal como um qualquer edifício de habitação colectiva, o planeta Terra também é composto por espaços comuns. Espaços de uso colectivo. E qualquer interferência individual neste “condomínio” tem implicações ao nível global. </font></p>
<p><font size="2">De uma forma muito simples, este é o conceito que está na base de um projecto global de preservação do planeta, recentemente lançado pela associação ambientalista Quercus. </font></p>
<p><font size="2">“Condomínio da Terra – Organizar a Vizinhança Global” é um projecto que assenta na gestão comum dos serviços prestados pelos ecossistemas que são essenciais para a vida no planeta. </font></p>
<p><font size="2">A atmosfera, a hidrosfera e a biodiversidade são partes comuns do planeta. Não só porque ultrapassam todas as fronteiras e os serviços que prestam não podem ser divididos mas também porque todos dependemos delas para viver e todos as podemos afectar de forma positiva ou negativa. </font></p>
<p><font size="2">A atmosfera protege a vida no planeta e o facto de criarmos fronteiras, não impede a livre circulação do ar, de forma constante, por todo o globo. </font></p>
<p><font size="2">A hidrosfera é o conjunto de todas as águas do planeta, águas que circulam de forma incessante por todo o planeta, independentemente das fronteiras políticas. Ninguém consegue parar ou dividir o ciclo da água, ou sequer prever para onde é que a água vai a seguir. </font></p>
<p><font size="2">A biodiversidade define-se como a totalidade dos recursos vivos e dos recursos genéticos do planeta. O conjunto das formas de vida do planeta compõe um ecossistema global e os serviços essenciais que a biodiversidade presta, não respeitam qualquer fronteira. </font></p>
<p><font size="2">A partir do momento em que se descobre que entre a crosta terrestre, o mar, a atmosfera e os seres vivos, existe um emaranhado de interligações permanentes que sustentam a vida no planeta, temos de adaptar o ultrapassado conceito de vizinhança fronteiriça, a uma vizinhança verdadeiramente global. </font></p>
<p><font size="2">Somos todos funcionalmente dependentes de partes que circulam e se relacionam de forma incerta a nível planetário e de cujo consumo nenhum cidadão ou Estado se pode excluir. </font></p>
<p><font size="2">Todos dependemos de todos. E nada se resolve isoladamente. </font></p>
<p><font size="2">No fundo, se cada cidadão deste planeta tem a possibilidade de usufruto dos espaços que o envolve (naturais ou construídos), também deve ter a responsabilidade de preservar esses mesmos espaços. </font></p>
<p><font size="2">A tomada de consciência geral é um primeiro passo. Mas, é absolutamente necessário para proteger um planeta que está em risco eminente. </font></p>
<p><font size="2">Os fenómenos climáticos extremos, a degradação de ecossistemas, a perda da biodiversidade, as secas e cheias, a insegurança alimentar, a deterioração da saúde, a deslocação de populações devido à subida do mar, são apenas alguns exemplos de que a nossa geração é já uma geração de risco. </font></p>
<p><font size="2">Pelas piores razões, o futuro chegou mais cedo. E a humanidade não preparou convenientemente uma resposta cabal. </font></p>
<p><font size="2">Os riscos ambientais do nosso planeta não são apenas uma ameaça futura. São já uma realidade actual.</font> </p>
<p><strong><i>[Editorial <u>PRAÇA PÚBLICA</u>, 1 de Abril de 2009]</i></strong></p>
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		<title>ANTES PREVENIR</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Mar 2009 10:46:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Álvaro Santos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>

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		<description><![CDATA[No passado domingo, uma criança de quatro anos desapareceu numa praia de Matosinhos, alegadamente arrastada por uma onda do mar. 
Mais quatro pessoas terão sido arrastadas pela mesma onda, mas foram salvas a tempo. 
Os meios do Instituto de Socorros a Náufragos, INEM, Polícia Marítima e bombeiros foram prontamente mobilizados mas não foram suficientes para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="2">No passado domingo, uma criança de quatro anos desapareceu numa praia de Matosinhos, alegadamente arrastada por uma onda do mar. </font></p>
<p><font size="2">Mais quatro pessoas terão sido arrastadas pela mesma onda, mas foram salvas a tempo. </font></p>
<p><font size="2">Os meios do Instituto de Socorros a Náufragos, INEM, Polícia Marítima e bombeiros foram prontamente mobilizados mas não foram suficientes para salvar a vida do menino Diogo, natural de Vila Real. </font></p>
<p><font size="2">Esta tragédia dá-nos que pensar nesta época do ano. </font></p>
<p><font size="2">O sol e as boas temperaturas são muito convidativos para uma ida à praia, particularmente, ao fim-de-semana. </font></p>
<p><font size="2">Contudo, todos os cuidados são poucos. Em especial, quando se trata de crianças. Ainda estamos longe do início da época balnear. Nesta altura, o mar apresenta ainda uma forte agitação e as praias não estão vigiadas. </font></p>
<p><font size="2">Segundo dados oficiais, no ano passado, 97 pessoas sofreram acidentes na zona costeira portuguesa. 25 pessoas morreram e quatro foram dadas como desaparecidas. </font></p>
<p><font size="2">Ora, todos sabemos que Ovar é um destino turístico por excelência. O nosso concelho possui um conjunto de recursos naturais muito valioso e cativante para os tempos de lazer, de férias, de convívio. O mar, a ria e as praias são disso bons exemplos. </font></p>
<p><font size="2">A nossa localização geográfica e as boas acessibilidades rodoviárias fazem com que as nossas praias sejam muito procuradas, principalmente, pelos nossos vizinhos de Santa Maria da Feira, São João da Madeira, Oliveira de Azeméis, Vale de Cambra e até Arouca. </font></p>
<p><font size="2">Mas se, por um lado, Ovar é um concelho convidativo, devido às suas cinco praias distribuídas ao longo de 15 km de faixa litoral, por outro lado, é território particularmente vulnerável e de risco acrescido. </font></p>
<p><font size="2">No último fim-de-semana sentiu-se, particularmente, um aumento significativo do fluxo de pessoas até às nossas praias. </font></p>
<p><font size="2">O risco associado à falta de vigilância e ao descuido das pessoas são factores que devem ser tidos em conta. O que potencia os riscos e, muitas vezes, resultam em tragédias perfeitamente evitáveis. </font></p>
<p><font size="2">Mais do que sublinhar a necessidade de meios e de sinalização adequada sobre o perigo latente da nossa costa, considero que todos nós, enquanto cidadãos, devemos assumir cuidados acrescidos nesta matéria, tendo sempre a plena consciência de que o mar esconde muitos perigos. </font></p>
<p><font size="2">É que, mais vale prevenir do que remediar!</font> </p>
<p><strong><i>[Editorial <u>PRAÇA PÚBLICA</u>, 18 de Março de 2009]</i></strong></p>
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		<title>GERAÇÃO POLEGAR</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Mar 2009 21:30:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Álvaro Santos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>

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		<description><![CDATA[A leitura recente de um artigo sobre as mudanças geracionais despertou-me o entusiasmo para escrever este editorial. 
Dizia o artigo que “a nova geração deu outras funções ao (dedo) polegar”. 
E começava com um exemplo muito simples, mas bastante elucidativo, para evidenciar essa mudança. No âmbito de um estudo científico, quando se pedia a alguém [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="2">A leitura recente de um artigo sobre as mudanças geracionais despertou-me o entusiasmo para escrever este editorial. </font></p>
<p><font size="2">Dizia o artigo que “a nova geração deu outras funções ao (dedo) polegar”. </font></p>
<p><font size="2">E começava com um exemplo muito simples, mas bastante elucidativo, para evidenciar essa mudança. No âmbito de um estudo científico, quando se pedia a alguém com mais de vinte e cinco anos para tocar uma campainha, esse pessoa usava o dedo indicador. Mas, se o mesmo pedido fosse feito a uma pessoa com menos de vinte e cinco anos, com muita probabilidade essa pessoa usava o polegar. </font></p>
<p><font size="2">Este exemplo é revelador de uma mudança comportamental que, talvez, encontre explicação nas novas tecnologias e nos hábitos da nova geração. </font></p>
<p><font size="2">Uma geração influenciada pela televisão, pelo telemóvel, pela internet, pelo <i>You Tube</i> ou ainda pelas redes sociais, de que são exemplos, o <i>Second Life</i>, o <i>Facebook</i> ou o <i>Myspace</i>. </font></p>
<p><font size="2">Por exemplo, ao observarmos a destreza com que um adolescente tecla uma mensagem no telemóvel sem sequer olhar para o teclado, ou ainda quando manipula um computador, facilmente podemos concluir que estamos perante mudanças comportamentais significativas. </font></p>
<p><font size="2">As opiniões dividem-se sobre as consequências destas mudanças. </font></p>
<p><font size="2">Por um lado, vários especialistas temem que o uso excessivo das novas tecnologias reduza a capacidade de concentração e aumente a ansiedade. Ou ainda que, possa ter reflexo no mapa do cérebro, no tamanho dos dedos e outros aspectos físicos decorrentes de más posturas, durante longos períodos de tempo a manusear um computador. </font></p>
<p><font size="2">Por outro lado, existe um amplo reconhecimento que a “geração do polegar” é indiscutivelmente mais hábil e flexível, ao nível da coordenação motora, e tem uma capacidade de adaptação notável. </font></p>
<p><font size="2">Em suma, com todas as vantagens e desvantagens inerentes a qualquer mudança geracional de hábitos e de comportamentos, acima de tudo o que importa é conhecer e reconhecer que existem mudanças. Fundamentalmente, no sentido de potenciar as suas vantagens e reduzir os perigos. </font></p>
<p><font size="2">Os pais, os professores, os educadores, em suma, toda a comunidade educativa e a sociedade, em geral, devem ter plena consciência destas novas formas de comunicar, de estudar e de ocupar os tempos livres pelas novas gerações. </font></p>
<p><font size="2">A verdade é que o Mundo actual enfrenta a dificuldade de falar para gerações mais instruídas, com mais recursos de instrução, com maior capacidade de mobilização para actividades cada vez mais diversificadas. </font></p>
<p><font size="2">Por isso, o Mundo necessita de adaptar as suas instituições e políticas às características e exigências desta sociedade em rede. </font></p>
<p><font size="2">Versatilidade, inovação, entusiasmo, partilha, mas, acima de tudo, as novas gerações esperam que os mais velhos olhem para o “seu” Mundo como um espaço aberto e promissor. </font></p>
<p><i><strong>[Editorial <u>PRAÇA PÚBLICA</u>, 11 de Março de 2009]</strong></i></p>
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