A escalada do desemprego
Os números do desemprego no nosso Concelho são cada vez mais preocupantes. Segundo os dados mais recentes do Instituto do Emprego e Formação Profissional, em Maio deste ano estavam desempregadas 3780 pessoas do Concelho de Ovar! Desse total, 1526 desempregados são homens e 2254 são mulheres.
Se analisarmos a evolução do desemprego, verificamos que os números têm vindo a tornar-se cada vez mais aflitivos: no início deste ano eram 3125 os desempregados em Ovar, o que significa que só neste primeiro semestre, os números aumentaram em mais de 600 novos casos. Mas, se recuarmos até há um ano atrás, verificamos que em Maio de 2008 Ovar registava um total de 2607 desempregados.
Ou seja, em apenas um ano contabilizaram-se mais de mil novos casos de desemprego no nosso Concelho! É esta a realidade da evolução do desemprego em Ovar, nua e crua. As estatísticas mensais do IEFP podem ser consultadas aqui.
Data: 27 de Julho de 2009 em Geral.
Comentários: 2
Comentários
Comentário de Rui Costa
Data: 27 de Julho de 2009, 18:13
É de facto assustador. Mas eu pergunto-me: o que fazer para combater este flagelo? Ou melhor, o que é que a nível local se pode fazer para combater este flagelo?
Sinceramente, não me parece que a solução por construir mais shoppings, mais Lidls, mais Modelos e afins. isto porque não passa de emprego de pouca duração (sobretudo no caso do Dolce Vita).
O Dolve Vita foi solução para o problema da falta de emprego em Ovar? Não me parece. Podemos atacar pelo lado do fraco volume de negócios, mas iremos por outro lado. A abertura do Dolce Vita levou a uma maior desertificação do centro de Ovar, com uma consequência dramática: o fecho de várias lojas (alguns já se viram, outros aí virão). Ora, a abertura do shopping veio apenas criar alguns postos de trabalho, mas a longo prazo, acabará com muitos mais. Com a agravante de que, no caso do comercio tradicional, falamos de empregos de longa duração, tipicamente estáveis.
Ao longo dos últimos anos, temos assistido a uma preferência em Ovar por este “tipo” de emprego. Veja-se por exemplo a quantidade insustentável de super/hipermercados em Ovar.
Porque não apostar mais nas empresas locais, nas empresas vareiras? Porque não proporcionar-lhes melhores condições, apoiá-las directamente ou até protege-las (veja-se o caso de Espinho, onde se tem lutado por manter estas grandes superfícies fora da cidade)?
Defendo isto porque penso ser do interesse dos ovarenses. Ao defender o empresário local, estamos a defender o emprego em Ovar criado por Ovar. Estamos a defender um emprego mais estável.
P.S. Sobre centros comerciais, convido-o a ler este texto do Rui Branco.
Comentário de martins da costa
Data: 27 de Julho de 2009, 20:50
Há quem diga TEMOS UM RUMO… ou seja: emprego para (toda) a família e Cª.
É isto que alguns prometem. Mais do mesmo…


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