OBRAS NECESSÁRIAS
Finalmente, começaram as obras de protecção costeira nas praias do Concelho de Ovar.
Obras necessárias e há muito reclamadas. Reclamadas pelas populações e por autarcas de todos os quadrantes políticos durante longos anos.
Começaram agora, mas já deviam ter começado há mais tempo. Paciência. Mais vale tarde do que nunca.
Estas obras são da responsabilidade do Ministério do Ambiente. Embora, fosse a Câmara Municipal de Ovar a congratular-se pelo arranque das mesmas, através de uma nota à comunicação social prontamente divulgada. Enfim, ironias pré-eleitorais, como alguém diria.
O que importa é que as obras, orçadas em cerca de 5 milhões de euros, vêm contribuir para garantir a defesa da nossa costa, tão ameaçada pelas investidas do mar, principalmente, nos períodos de Inverno.
Com um prazo de execução de cerca de 15 meses, estas obras contemplam a reparação de seis esporões e duas obras aderentes, nomeadamente, nas praias de Esmoriz, Cortegaça e Furadouro.
É certo que existem outras opiniões técnicas para a resolução deste grave problema. Mas, quando se trata de proteger pessoas e bens, não se deve hesitar ou adiar soluções.
Estas obras são importantes para o concelho de Ovar.
Para mais, tendo em conta que o litoral do Concelho é uma zona de elevado risco face ao avanço do mar e uma das mais ameaçadas de toda o litoral português.
Segundo estudos do próprio Ministério do Ambiente, a linha de costa no Furadouro está a recuar, em média, 9 metros por ano. Por sua vez, as praias de Esmoriz e Cortegaça estão a recuar, em média, 3 metros por ano.
À memória salta-nos logo o cenário do bairro piscatório de Esmoriz. Um verdadeiro e complexo problema que tarda em ser definitivamente resolvido. E que todos os anos sofre as consequências da erosão costeira e do avanço do mar.
Depois da conclusão destas obras, por certo que estas populações poderão dormir mais descansadas.
Pelo menos, nesta matéria da protecção costeira, já se começou a passar das palavras aos actos.
[Editorial PRAÇA PÚBLICA, 26 de Novembro de 2008]
Data: 26 de Novembro de 2008 em Opinião.
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