Contrastes Culturais
Ovar é uma terra com história e, por muitos, justamente considerada um autêntico Museu Vivo.
Desde a tradição do azulejo, das fontes, do património religioso, como as Capelas dos Passos, as Igrejas e Capelas de todo o concelho, passando pelas tradições relacionadas com o Mar ou a Ria, a Arte Xávega, a Indústria do Sal ou ainda a Tanoaria, até à gastronomia, tal como o Pão-de-Ló ou as famosas caldeiradas de peixe ou enguias, todos estes elementos constituem um valioso Património, no qual os ovarenses têm um grande orgulho.
Mas, o Património Vareiro é ainda, e de uma forma indiscutível, enriquecido por um conjunto diversificado de museus. Vários museus que nos ajudam a conhecer melhor a história da nossa Terra.
Desde logo, merece destaque o Museu de Ovar, nascido em 1959, no antigo edifício do hospital camarário. Este Museu tem-se notabilizado pela qualidade e singularidade do seu acervo e, também, pelas diversas exposições que organiza.
Mas existem outros museus em Ovar que importa conhecer, nomeadamente o Museu de Arte Sacra, da Ordem Terceira de S. Francisco, com várias e notáveis obras dedicadas ao Sagrado.
Ou ainda, o Museu Escolar da Escola Oliveira Lopes, na vila de Válega. Um espaço onde se expõem várias peças desde a altura em que a escola foi inaugurada, em 1910, pelos beneméritos irmãos Oliveira Lopes (emigrantes no Brasil), estando apetrechado com os mais sofisticados instrumentos pedagógicos daquela época.
Na sua edição de hoje, o Praça Pública dedica um interessante artigo sobre os Museus da Cidade de Ovar… que estão abertos ao público.
E sublinho “abertos ao público”, porque um outro museu – A Casa-Museu Júlio Dinis – está de portas encerradas há quase 4 anos.
A este propósito, fazemos questão de publicar um artigo de opinião de um leitor que não fica indiferente a esta triste constatação e deveras lamentável.
De facto, a Casa-Museu Júlio Dinis foi inaugurada em 1996, mas foi encerrada para “obras de remodelação” em Janeiro de 2004 e assim permanece desde então.
Sejam quais forem os motivos deste encerramento, um Terra e um Povo com memória não deixa de considerar reprovável esta situação.
Um situação que nos envergonha a todos e que revela incapacidade ou, no mínimo, falta de vontade de quem tem responsabilidades para ultrapassar os problemas.
Enfim, são os contrastes culturais da nossa terra.
[Editorial PRAÇA PÚBLICA, 29 de Agosto de 2007]
Data: 29 de Agosto de 2007 em Opinião.
Comentários: 0



Escrever comentário